Mulher morta a tiros por policial era conhecida por atuação na causa animal: 'Era a vida dela', diz família

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
Corpo de mulher morta a tiros é velado em Avaré; PM suspeito do crime foi preso Eurídice Augusta de Souza Michelin, de 57 anos, morta a tiros em Avaré (SP) na noite de terça-feira (5), era uma mulher conhecida na cidade por ser engajada na causa animal, segundo a família. O policial militar José Augusto de Andrade Paifer confessou o crime e foi preso. Ao g1, uma parente da vítima, que preferiu não se identificar, conta que ela vivia próximo à represa de Jurumirim, com 18 cachorros. Após a morte de Eurídice, todos eles foram recolhidos com a ajuda de uma Organização Não-Governamental (ONG). 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "Por morar longe da represa, ela era uma pessoa um tanto isolada da família. Ela tinha muito cuidado com os bichos, que, entre eles, estavam cachorros de grande porte. Era tão cuidadosa que tinha colocado um alambrado na casa para os bichos não incomodarem os vizinhos", comenta. A notícia da morte foi um choque ainda maior para todos os parentes, que estavam se recuperando da morte de outro familiar no mês de abril. "A causa animal era a vida dela. O foco dela era totalmente esse. A morte dela tem sido revoltante para todos os familiares, ainda mais para a mãe dela, que também perdeu um neto há cerca de um mês", detalha. Eurídice Augusta de Souza, de 57 anos, foi morta a tiros Arquivo Pessoal Segundo a mulher, nenhuma pessoa do círculo familiar de Eurídice sabia sobre o relacionamento dela com José Augusto, e que, na verdade, desconheciam o policial militar. Ambos viviam uma vida a dois bastante reservada. "Ninguém tinha ideia deste suposto caso. Nem eu, nem os filhos, nem os primos, ninguém. O depoimento dele, que alega um relacionamento extraconjugal há dez meses com a Eurídice, é a versão dele contra a versão de ninguém. Nós, sinceramente, não sabemos", pontua. Conforme a família, Eurídice foi morta com quatro tiros em diferentes regiões do corpo, sendo um deles no rosto. Mesmo com o rosto desfigurado, o velório da vítima permaneceu com o caixão aberto. "Uma prima dela fez um desabafo no velório dizendo que esse tiro no rosto representava a misoginia. Não sou perita criminal, mas é um tiro muito significativo em todo o contexto do crime. Foi tudo muito pesado", reforça. "Era uma mulher que estava sempre muito arrumada e chamava a atenção por onde passava. É até estranho ouvir a versão de que ela estava ameaçando alguém, já que ela era uma pessoa muito bem resolvida, cheia de posses. O que queremos é uma investigação completa", finaliza. Relembre o caso O corpo da mulher morta pelo PM foi encontrado dentro de um carro na zona rural de Avaré Arquivo pessoal/Paulo Proença Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram até o local e encontraram José Augusto. Ele confessou à polícia que atirou na mulher e indicou que o corpo dela estava dentro de um carro. Ela já estava morta quando foi encontrada pelos agentes. O homem disse que vinha sendo ameaçado por Eurídice. A arma que teria sido utilizada no crime e uma pistola com a numeração raspada foram encontradas na casa do suspeito. Conforme o BO, o PM disse que mantinha um relacionamento extraconjugal com Eurídice há dez meses. Segundo ele, ela o intimidava com falsas acusações de estupro e ameaçava divulgar imagens íntimas do casal caso ele terminasse com ela. José disse que encontrou a vítima em um supermercado enquanto estava com a esposa e acreditou estar sendo seguido. Durante o trajeto para casa, ele afirmou que a mulher o perseguiu de carro, parou de forma brusca e iniciou uma discussão, momento em que ele atirou contra ela. O suspeito indicou aos policiais onde estava a pistola da PM usada no crime. Questionado sobre a arma ilegal, ele permaneceu em silêncio. A Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito durante a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (6). Eurídice foi sepultada na manhã desta quinta-feira (7), no Cemitério Parque Memorial Pôr-do-Sol, no bairro Terras de São José. Ela deixa os pais e três filhos. Mulher é morta por policial militar na zona rural de Avaré, na noite de terça-feira (5) Arquivo pessoal/Paulo Proença Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/05/07/mulher-morta-a-tiros-por-policial-era-conhecida-por-atuacao-na-causa-animal-era-a-vida-dela-diz-familia.ghtml


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