Conflito no Oriente Médio: comissária brasileira fica retida em Hong Kong após cancelamento de voos para os Emirados Árabes
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Israel aumenta ataques contra Irã e Líbano
Uma comissária de bordo brasileira ficou retida em Hong Kong após a companhia aérea em que trabalha cancelar voos de retorno aos Emirados Árabes Unidos em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
A suspensão das operações ocorreu depois que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, no sábado (28). Os bombardeios atingiram a capital Teerã e outras cidades iranianas, cujos espaços aéreos são utilizados como rota por voos que chegam ou saem dos Emirados Árabes Unidos.
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Amanda Salvador, natural de Jaú (SP) e moradora de Dubai há quatro anos, contou ao g1 que estava dentro do avião, em procedimento de decolagem rumo a Hong Kong, quando os ataques começaram.
"Quando os Estados Unidos atacaram o Irã, eu já estava quase decolando. Tivemos que voltar ao portão, porque precisaríamos fazer outra rota", relatou.
Comissária de bordo brasileira fica 'ilhada' em Hong Kong após voos para Emirados Árabes serem cancelados
Arquivo pessoal
Por causa da escalada do conflito, a aeronave precisou ser reabastecida para desviar o trajeto e evitar áreas de risco, o que provocou atraso de mais de duas horas no voo.
Durante a viagem, a tripulação acompanhou as informações pela televisão a bordo, com atualizações sobre o fechamento do espaço aéreo na região.
"Seguimos a rota, pousamos em Hong Kong e acompanhamos o bombardeio em relação a Abu Dhabi e o fechamento de todo o espaço aéreo. Todos os outros voos foram imediatamente cancelados, inclusive o que voltaria para Dubai", lembra.
Até a tarde de terça-feira (3), a previsão era que ela embarcasse em um voo específico de repatriação aos Emirados Árabes, mas a confirmação ainda dependia das condições de segurança.
"Estamos no hotel em Hong Kong esperando novas atualizações. Falaram que talvez a gente volte no dia 4, mas ainda é um grande 'talvez'", afirmou.
Avanço das ofensivas dos Estados Unidos no Oriente Médio
Reprodução/TV Globo
Tensão em Dubai
Enquanto isso, em Dubai, onde vivem o marido e amigos da comissária, o clima é de apreensão. Segundo Amanda, o marido, que é francês, relatou ter ouvido explosões nos últimos dias.
"Ele disse que as janelas e as cortinas tremiam, foi um caos ontem e anteontem. Hoje as coisas parecem ter se estabilizado um pouco e ele parou de ouvir os barulhos. Mesmo assim, meus amigos e meu marido seguem no apartamento, esperando atualizações do governo", finaliza.
Alertas foram enviados para os celulares de moradores em Dubai
Reprodução
Guerra EUA e Israel x Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado, o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano.
Entenda a guerra no Irã em g1 Mundo
Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização na segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo (1º) que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.
Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação.
Arte/g1
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